Dia Internacional da Imunologia 2018

O Dia Internacional da Imunologia celebra-se, este ano, a 2 de maio e para comemorar a data a Sociedade Portuguesa de Imunologia (SPI) preparou novamente um conjunto de atividades que pretendem dar a conhecer a alunos dos ensinos secundário e universitário a investigação desenvolvida em Portugal nesta área científica. Uma vez mais, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto associa-se a esta iniciativa, contemplando no seu programa palestras com cientistas.

Margarida Saraiva, vice-presidente da SPI e líder do grupo Immune Regulation no i3S, explica que esta será “uma oportunidade única para os alunos ouvirem e discutirem com nove especialistas nacionais e internacionais da área da Imunologia ao vivo”. Acrescenta ainda que este ano a abordagem será mais informal para encorajar os presentes a colocar questões não apenas sobre imunologia, mas sobre ciência em geral. 

O programa encontra-se disponível em https://bit.ly/2HA8xYt

Quer trazer a sua turma ao i3S? Envie email para escolas@i3s.up.pt.
Contamos com a vossa presença!

 

Este dia foi criado em 2005, com o objetivo de fazer chegar os conhecimentos em Imunologia a um público mais alargado. Em Portugal, são mais de 250 investigadores em diferentes níveis de carreira que se dedicam a esta área de investigação. O Dia Internacional da Imunologia dedica-se à educação dos alunos, que poderão aprender com os investigadores e fazer parte do dia-a-dia dos laboratórios onde a investigação decorre.

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Visita da Escola Básica e Secundária Abel Salazar (Porto)

Esta semana começou com a visita de um grupo de alunos pré universitários.

As dúvidas na escolha do curso de acesso ao ensino superior são imensas. Desta forma aproveitaram o contacto informal com a investigadora Patrícia Oliveria do grupo Expression Regulation in Cancer para desmistificar o assunto, umas vez que, apesar da formação de base da investigadora ser Bioquímica, atualmente dedica-se à Bioinformática.

A palestra incidiu sobre o tema “O Cancro na era da Medicina personalizada”, levando os alunos a uma viagem sobre a descodificação do genoma humano e todas as implicações que surgiram a partir desse marco histórico para a ciência.

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A visita prosseguiu com a partilha em laboratório de algumas técnicas utilizadas pelo grupo de investigação.

A empatia criada entre a investigadora e os alunos despertou a vontade de realizarem estágios através dos nossos Programas de Verão.

Esperamos por vocês  no i3S.

Até breve.

Visita i3S: Escola Básica e Secundária Fernão do Pó (Bombarral)

Já aqui realçamos as visitas de escolas fora da região norte do país. Segue a publicação da última escola visitante.

No passado dia 16 de fevereiro, o i3S recebeu alunos do 11º e 12º anos da  Escola Básica e Secundária Fernão do Pós (Bombarral) que estiveram à conversa com o investigador Valdemar Máximo do grupo de investigação Cancer Signalling & Metabolism sobre o tema Açúcar e o Cancro. A partilha de conhecimento foi bidireccional, uma vez que, os alunos interagiram imenso através do levantamento de questões e curiosidades sobre o tema. Com a aproximação necessária aos conhecimentos dos alunos, o investigador tocou em aspectos cruciais no que respeita ao desenvolvimento de alguns tipos de cancro (especialmente da Tiróide), aos riscos que estamos sujeitos e à prevenção.

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Os alunos visitaram o laboratório Cancer Signalling & Metabolism, onde ficaram a perceber o trabalho desenvolvido pelo grupo de investigação através da partilha dos investigadores João Vinagre, Rui Baptista e Marcelo Correia. Já a Sofia Macedo esteve responsável por conduzir os alunos até ao “zebrário”, onde após a explicação das regras de higiéne e segurança, os alunos tiveram a excelente oportunidade de conhecer o local onde estão os Danio rerio (peixes-zebra) e qual a sua utilização como modelo animal para a investigação.

Até breve.

Visita da Escola Secundária José Belchior Viegas – S. Brás de Alportel

Do Sul chegou um grupo de alunos para passar 3 dias na cidade invicta. No plano da visita, o i3S foi a escolha para a componente científica na manhã do dia 15 de fevereiro.

Joana Moscoso, investigadora do grupo Molecular Microbiology – GM2 partilhou com os alunos a sua experiência pessoal e profissional através de uma viagem pelos diferentes locais onde adquiriu conhecimento e desenvolveu o mestrado e doutoramento. A Native Scientist é um dos seus maiores orgulhos, transmitindo aos alunos que não é apenas o curso superior que escolherem a definir-lhes o futuro. Há muitas oportunidades.

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A visita prosseguiu para o laboratório Iron and Innate Immunity onde os alunos conversaram com os investigadores Ana Carolina Moreira e João Neves. A plataforma científica ficou a cargo do investigador Frederico Silva – Biochemical and Biophysical Technologies.

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Podem seguir todas as informações sobre os nossos grupos de investigação através do nosso site e nas redes sociais (aqui).

Até breve.

 

Imunobiologia e Neurobiologia

De Torres Vedras chegaram os alunos para duas visitas ao i3S. Os temas foram integrados nas linhas de investigação Host Interation and Response e Neurobiology and Neurologic Disorders.

Na primeira sessão (dia 1), os alunos conversaram com o investigador Pedro Madureira sobre a questão da vacinação e a importância da administração de vacinas. Como enriquecimento do tema, o Pedro explicou aos alunos o desenvolvimento de uma vacina, referindo com orgulho o projeto que desenvolve na Immunethep .

A visita prosseguiu dentro do i3S com a deslocação ao laboratório Biomaterials for Multistage Drug & Cell Delivery e à plataforma científica In-Vivo CAM assays.

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Na segunda sessão (dia 2), os alunos conversaram com a investigadora Teresa Summavielle sobre um tema bastante importante, principalmente, para adolescentes. Integrada na linha da Neurobiologia, a sessão sobre “A droga e o cérebro: põe-te a milhas das pastilhas”  desperta sempre a curiosidade dos alunos, sendo também um alerta para comportamentos de risco e a sua consequência.

Após este contacto, seguiu-se a visita ao laboratório Genetics of Cognitive Dysfunction e à plataforma científica Proteomics.

Esta abordagem diferenciada permitiu aos alunos um contacto transversal com a investigação no i3S.

Até breve.

O que dizem os alunos sobre os Embaixadores de Ciência?

Quando um investigador do i3S visita uma escola, é solicitado ao Professor responsável que desafie os alunos a escreverem uma reflexão sobre a sessão.

Partilhamos convosco excertos de dois textos enviados a partir da Escola Secundária dos Carvalhos após a visita da Investigadora Carolina Lemos do grupo UniGene que abordou o tema “Introdução à Genética”.

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“No passado dia 29 do mês de Janeiro, no auditório, a professora Carolina Lemos do instituto de investigação e inovação em saúde, deu uma palestra relevante acerca de processos, conceitos, doenças na área da genética. (…) O que considerei mais relevante foi, ao longo da palestra, a professora recorrer a comparações e a exemplos mais simples para nos explicar a complexidade dos inúmeros fenómenos que ocorrem dentro do nosso organismo. (…)

Pormenores que desconhecia:

  • O facto de Mendel ter sido monge;
  • Descoberta do DNA em 1953;
  • Existência dos gatos calico;
  • Genoma humano ser constituído por 20000-25000 genes funcionais.

Reconheci como mais interessante a terceira parte desta palestra: A genética no laboratório.

Nesta parte, a professora fez referência a doenças neurológicas e explicou em que consistiam, temos o caso da polineuropatia amiloidótica familiar, mais conhecida como “doença dos pézinhos” e das enxaquecas. Estas dizem respeito à má perda de neurotransmissores e as primeiras levam à perda de condução dos nervos periféricos e consequentemente à supressão de sensibilidade, pode ter efeitos como a perda de peso e até mesmo da visão. (…)

Concluindo, considero que estas iniciativas deveriam surgir mais frequentemente uma vez que abordam os alunos sobre a diversidade e complexidade com que o nosso organismo se caracteriza, bem como todas as potenciais doenças e respetivas consequências que delas podem advir.

Saliento também a clareza e nitidez com que a professora Carolina expressou as suas ideias e deu-nos a compreender mais um pouco sobre esta grande área de investigação.”

Inês Couto    12ºA  Nº 8

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“Sendo a genética um ramo da biologia responsável pelo estudo da hereditariedade e de tudo o que está relacionado com esta, foi uma palestra que me permitiu alargar conhecimentos sobre este tema. Para mim que estou a frequentar uma área que se encontra ligada à ciência, esta palestra despertou-me um olhar mais curioso e atento sobre este tema. (…)

Na 1ª e 2ª parte da palestra foram abordados temas já estudados na área da Biologia, o que foi bastante produtivo, funcionando como uma espécie de revisão “da matéria dada”, ao mesmo tempo que permitiu aprofundar outros.

No entanto, a parte da palestra que mais me interessou foi a 3ª . Retratou temas que eu desconhecia, o estudo da genética em laboratório.

Não tinha conhecimento da existência do instituto i3S , Instituto de Investigação e Inovação em Saúde situado no Porto. Este instituto segue 3 linhas de orientação para os seus estudos, ou seja, o cancro, a interação e resposta do hospedeiro e ainda a neurobiologia onde se estuda as doenças neurológicas, nomeadamente a enxaqueca. É comum ouvir falar regularmente desta doença. No entanto, não é tão comum questionarmo-nos sobre as suas causas e afinal estas são de origem genética. (…)

Mas afinal que parte da minha vida posso eu influenciar? Se são os genes que determinam grande parte da nossa vida, de que serve esta minha determinação, o meu esforço …?

Deparo-me neste momento com uma interrogação, está a genética presente em todos os aspetos da minha vida? O que está por trás da nossa informação genética, qual a minha informação genética?  Que futuro me reserva a minha informação genética ….?

Inquestionável é o facto de que o estudo da genética pode melhorar substancial e determinantemente  a qualidade de vida das pessoas, através da descoberta de doenças e consequentemente a sua cura.

Para concluir, refiro que achei deveras interessante o tema e a palestra em si e confesso que fiquei entusiasmada para o meu futuro. E, desde já agradeço à professora Carolina pela sua dedicação a esta área.”

Ana Filipa Reis Gomes

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Agradecemos às duas alunas os textos enviados e esperamos que os restantes alunos fiquem motivados para enviar as suas opiniões.

Até breve.

Visitas i3S: alunos do centro e sul do País

O i3S, através do programa de  visitas , cujas vagas estão há bastante tempo preenchidas, recebeu nestas duas semanas escolas do ensino secundário oriundas do centro e sul do país. É um motivo de orgulho a adesão de tantas escolas ao programa educativo, acrescido o facto de serem  escolas distantes da cidade do Porto:

Escola Secundária Henriques Nogueira (Torres Vedras) 

Escola Secundária José Belchior Viegas (S. Brás de Alportel)

Escola Básica e Secundária Fernão do Pó (Bombarral)

Os alunos tiveram oportunidade de contactar com investigadores das três linhas de investigação do i3S: Cancro, Neurobiologia e Interação e Resposta do Hospedeiro.

Continuem a seguir o  blogue do Programa Educativo onde partilharemos cada uma das visitas em particular.

Desejamos a todos um excelente regresso a casa e que levem convosco tudo aquilo que aprenderam no i3S.

Até breve.